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	<title>Comentários sobre: Nelson Rego</title>
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	<description>Antologia de contos. Lançamento dia 28 de setembro de 2007.</description>
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		<title>Por: Lu Reffatti</title>
		<link>http://inventariodasdelicadezas.wordpress.com/autores/nelson/#comment-34</link>
		<dc:creator>Lu Reffatti</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Oct 2007 19:41:58 +0000</pubDate>
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		<description>Em um mundo onde a delicadeza e a gentileza estão em desuso, em que em todo lugar nos é sempre exigido mais que boas intenções e sorrisos, em um mundo em que consumimos a vida na luta pela sobrevivência admiro cada vez mais as pessoas que se importam com miudezas e detalhes. O Nelson é uma destas pessoas, e destaca-se porque através de seus textos “oficiais e extra-oficiais” (se ele assim permite que eu me refira), transitar pelas mais amplas maneiras de existir, onde sempre com um olhar amoroso e nobre nos leva por passeios ao encontro do que lhe é tão habitual, enxergar, criar e admirar possibilidade para um pensamento e uma vida livres.
Assim sendo, não creio que se possa ler qualquer coisa do Nelson sem que algum tipo de perturbação rosne em nossa mente, porque por mais singelo que o texto pareça ele vem sempre carregado de ruídos que encontram ecos em nosso interior e nos arremessam violentamente ao encontro de quem fomos, somos, pensamos ser ou seremos um dia. É sempre uma escrita que prioriza a vida, mesmo que depois fiquemos a pensar, a procurar palavras a nos sentir sem gravidade ou gravemente febris, por vermos e nos vermos retratados sem julgamentos morais, sem a necessidade dos ordenamentos a que todos estamos habituados. 
E na luta por transformar minhas asas em delicadas telas coloridas e viver a vida sem tantas amarras, só tenho a agradecer e traduzir o que sinto em relação a escrita do Querido Nelson com as melodiosas palavras de Manoel de Barros.

A poesia está guardada nas palavras - é tudo que eu sei.
Meu fado é o de não saber quase tudo.
Sobre o nada eu tenho profundidades.
Não tenho conexões com a realidade.
Poderoso pra mim não é aquele que descobre ouro.
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.
Fiquei emocionado e chorei. Sou fraco pra elogios.

Suerte, Lu Reffatti.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Em um mundo onde a delicadeza e a gentileza estão em desuso, em que em todo lugar nos é sempre exigido mais que boas intenções e sorrisos, em um mundo em que consumimos a vida na luta pela sobrevivência admiro cada vez mais as pessoas que se importam com miudezas e detalhes. O Nelson é uma destas pessoas, e destaca-se porque através de seus textos “oficiais e extra-oficiais” (se ele assim permite que eu me refira), transitar pelas mais amplas maneiras de existir, onde sempre com um olhar amoroso e nobre nos leva por passeios ao encontro do que lhe é tão habitual, enxergar, criar e admirar possibilidade para um pensamento e uma vida livres.<br />
Assim sendo, não creio que se possa ler qualquer coisa do Nelson sem que algum tipo de perturbação rosne em nossa mente, porque por mais singelo que o texto pareça ele vem sempre carregado de ruídos que encontram ecos em nosso interior e nos arremessam violentamente ao encontro de quem fomos, somos, pensamos ser ou seremos um dia. É sempre uma escrita que prioriza a vida, mesmo que depois fiquemos a pensar, a procurar palavras a nos sentir sem gravidade ou gravemente febris, por vermos e nos vermos retratados sem julgamentos morais, sem a necessidade dos ordenamentos a que todos estamos habituados.<br />
E na luta por transformar minhas asas em delicadas telas coloridas e viver a vida sem tantas amarras, só tenho a agradecer e traduzir o que sinto em relação a escrita do Querido Nelson com as melodiosas palavras de Manoel de Barros.</p>
<p>A poesia está guardada nas palavras &#8211; é tudo que eu sei.<br />
Meu fado é o de não saber quase tudo.<br />
Sobre o nada eu tenho profundidades.<br />
Não tenho conexões com a realidade.<br />
Poderoso pra mim não é aquele que descobre ouro.<br />
Para mim poderoso é aquele que descobre as insignificâncias (do mundo e as nossas).<br />
Por essa pequena sentença me elogiaram de imbecil.<br />
Fiquei emocionado e chorei. Sou fraco pra elogios.</p>
<p>Suerte, Lu Reffatti.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Luciana</title>
		<link>http://inventariodasdelicadezas.wordpress.com/autores/nelson/#comment-28</link>
		<dc:creator>Luciana</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Sep 2007 21:24:00 +0000</pubDate>
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		<description>Nelson, fiquei supercontente contigo - para mim, é um absurdo eu não saber de teu lado escritor!!!
Mas afinal, acho que arte énecessária, dealguma forma, para geografar...
Grande abraço!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Nelson, fiquei supercontente contigo &#8211; para mim, é um absurdo eu não saber de teu lado escritor!!!<br />
Mas afinal, acho que arte énecessária, dealguma forma, para geografar&#8230;<br />
Grande abraço!</p>
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