O Inventário

Inventário das Delicadezas é um projeto de dez autores que se conheceram na Oficina Literária do Charles Kiefer, onde conviveram por dois anos.

O projeto surgiu da idéia de reunir em livro alguns dos melhores contos lidos e trabalhados em aula, mas com a dissolução da turma, em dezembro de 2006, o projeto, em vez de murchar, ganhou outro fôlego e cresceu. De janeiro a agosto de 2007, ocorreram encontros semanais, nos quais os textos eram revisados, e revisados novamente, linha a linha, em uma busca incansável pelo aprimoramento do conjunto, e sempre com a supervisão do mestre, Charles Kiefer.

Paralelo ao aprimoramento do conteúdo, as autoras, Cristina Moreira, publicitária e Daniela Langer, designer, idealizaram um Projeto de Comunicação Inventário, que envolvesse desde ações de marketing até a criação da identidade visual, compondo desde a capa do livro até os materiais gráficos e eletrônicos (internet) utilizados na  divulgação.

No fim de agosto, o livro ficou pronto, mas o trabalho não acabou, pois, apesar de se tratar de um grupo de escritores independentes, a organização do Inventário sempre visou torná-lo um projeto literário comercialmente viável.

Iniciou-se, então, a busca por parceiros profissionais, como gráficas, livrarias, feiras literárias de municípios variados e assessoria de imprensa.

As ações de comunicação basearam-se em alternativas de pouco custo: o e-marketing, que utilizou mailing dos autores e amigos de autores; e o blog, que manteve comunicação constante dos eventos dos quais o Inventário das Delicadezas participou.

Além disso, para chamar a atenção dos leitores com uma nova forma de divulgação, e para tentar driblar os custos de uma publicação independente, uma das ações de marketing criadas foi a estratégia de pré-venda.

Cada autor teve um conto escolhido para ser transformado, ou melhor, interpretado na forma de fotografia, e, de posse das dez fotografias e alguma pós-produção, as fotos viraram lindos postais que podem servir tanto para decoração como para entrar em contato com um amigo de longa data num modo menos automático e mais charmoso que o email.

Os 10 postais eram vendidos com um vale-livro, por R$ 20,00 (o preço de venda do livro era R$29,90), e o vale-livro poderia ser trocado, a partir do dia do lançamento oficial, em 28 de setembro de 2007, em uma livraria de Porto Alegre/RS.

Por meio dessa estratégia, os autores conseguiram reunir o dinheiro da publicação antes do livro ficar pronto, bem como levar mais de 300 pessoas ao lançamento oficial do livro em 28 de setembro de 2007, a maioria delas com um vale-livro na mão.

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